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Terça-feira, 3 de Junho de 2008

MIGUEL SOUSA TAVARES

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A CONSPIRAÇÃO CONTRA O CAMPEÃO(I)




1- Com a entrada do século XXI, a direcção do Benfica tomou a decisão
estratégica de lançar mão de todos os meios para impedir que a hegemonia do
FC Porto, que se tinha afirmado com clareza nas duas décadas anteriores, se
continuasse a prolongar. Por razões várias, mas essencialmente por falta de
capacidade de gestão desportiva e falta de paciência para aguardar os
resultados de uma mudança paulatina de atitude, o Benfica percebeu que tão
cedo não conseguiria derrotar em campo o FC Porto e havia então que tentá-lo
por outros meios.

A primeira medida estratégica foi a tomada de poder na Liga de Clubes, que
Luis Filipe Vieira afirmou ser mais importante do que a formação de uma boa
equipa de futebol. Para tal, Viera aliou-se a Valentim Loureiro, o
verdadeiro dono do tão criticado «sistema» e então de más relações com Pinto
da Costa. Juntos passaram a dominar a Direcção da Liga, a Comissão
Disciplinar e a Comissão de Arbitragem. Muito embora o FC Porto tenha logo
começado a sentir as consequências dessa aliança (foi a época em que só os
jogadores do FC Porto é que tinham cotovelos e só a eles se aplicavam os
célebres «sumaríssimos»), a verdade é que ela, por si só, não chegou para
fazer ajoelhar os portistas. De positivo, para o Benfica, ficou a conquista
do campeonato de 2004/05 - aquele que, nos últimos trinta anos, mais se
deveu a favores de arbitragem.

A seguir veio a associação do Benfica com o poder político. Primeiro,
descobrindo-se que o clube vivia à margem do cumprimento das obrigações
fiscais que outros cumpriam e beneciando da complacência da comissão
governamental encarregada de fiscalizar as contas dos clubes e que se
«esqueceu» de fiscalizar o Benfica. A seguir veio a tremenda ajuda
financeira dada pelo então presidente da Câmara de Lisboa, Santana Lopes,
para a construção do novo Estádio da Luz. Enquanto a comunicação social se
distraía a noticiar ninharias denunciadas por Rui Rio no Dragão, milhões e
milhões eram dados ao Benfica de mão beijada, sem escândalo algum. E, para
que não restassem dúvidas da dívida de gratidão contraída, viu-se a Direcção
do Benfica, levada por Santana Lopes, a comparecer a um jantar de propaganda
eleitoral do PSD durante a campanha legislativa de 2004, na mais descarada
manifestação da tão falada promiscuidade entre o futebol e a politica alguma
vez vista.

Mesmo assim, não chegou. Havia que fazer mais e foi então que surgiu o
«Apito Dourado».

2- Diz o povo que o que nasce torto nunca se endireita e o «Apito Dourado»
nasceu torto desde o princípio. Ao escolher colocar sob escuta apenas os
telefones de Valentim Loureiro e Pinto da Costa, os investigadores mostraram
desde logo ao que vinham e o que visavam com o seu método de «pesca de
arrasto». Cabe perguntar, de facto, quem determinou e com que razões que uma
investigação ao futebol português apenas se deveria concentar no FC Porto e
no Boavista?

O mais eloquente telefonema de todas as escutas talvez seja aquele em que o
presidente do Benfica tem o azar de ser gravado quando telefona para
Valentim Loureiro. Aí se torna evidente o grau de cumplicidade entre ambos e
a forma tranquila como discutem que árbitro convém ao Benfica para um jogo
com o Belenenses. Mas esse processo foi devidamente arquivado, por se
entender que não tinha interesse- mesmo em relação à enigmática frase de
Luís Filipe Vieira para o major: «Como sabe, tenho outras maneiras de
resolver o assunto.»

3- As escutas a Valentim concluíram que ele pressionava os árbitros dos
jogos com o Gondomar- peixe mais do que míúdo- e que tentou pressionar
árbitros em três jogos do Boavista, nos quais, para azar dos investigadores,
o Boavista perdeu dois e empatou um.

Pior sorte tiveram ainda as escutas a Pinto da Costa. Dois anos de
telefonemas interceptados concluíram que a equipa de arbitragem de um FC
Porto-Estrela da Amadora, chefiada por Jacinto Paixão, pediu umas «meninas»
a um intermediário que fez chegar o pedido ao presidente do FC Porto e terá
obtido a anuência deste. E que o árbitro Augusto Duarte, na véspera de
apitar um Beira-Mar-FC Porto, apareceu, na companhia de um empresário ligado
aos portistas, em casa de Pinto da Costa, para tomar um «cafézinho». Mas,
azar dos investigadores: os factos reportam-se à época de 2003/04, aquela em
que o FC Porto treinado por Mourinho passeou uma tão ampla superioridade,
que foi campeão nacional com doze pontos de avanço e campeão europeu; ambos
os jogos foram já na parte final do campeonato e nenhum deles influia na
classificação de qualquer das equipas envolvidas; e, finalmente, os
«experts» consultados não conseguiram ver qualquer influência da arbitragem
nos dois jogos, um ganho, outro empatado pelo FC Porto. Faltava assim um
elemento jurídico essencial no direito punitivo e que tanto irritou alguns
comentadores justiçeiros: o tal nexo de causalidade. Para haver corrupção
tem de haver um resultado obtido com essa corrupção. Não havendo resultado,
o que fazer? A Comissão Disciplinar da Liga, no seu recente e tão
auto-elogiado acórdão, resolveria a questão pelo mal menor: tentativa de
corrupção. Uma original tentativa de corrupção, em que é o corrompido que
toma a iniciativa de abordar o corruptor…

4- Estava, pois, o apito encravado, para grande desespero da nação, quando
entra em cena Carolina Salgado. Três anos antes, ela tinha estado na Luz,
entre os Super-Dragões, com um cartaz mal-criado e provocatório que dizia «Ó
Orelhas, estou aqui!». Fora de si, Luís Filipe Vieira protagonizaria no
final uma insólita conferência de imprensa sobre a vida privada de Pinto da
Costa, acusando-o de viver com uma usurpadora no lugar da mulher «legítima».
Mas a vida é, sem dúvida, um espectáculo imprevisto e por vezes irónico: a
«legítima»de Pinto da Costa, que Vieira protegia, passou a divorciada e
voltou a ser «legítima», e a «usurpadora» passou da benção papal a proscrita
e desaguou… nos braços do homem a quem chamara«Orelhas».

O presidente do Benfica chegou a participar em reuniões em hotéis com
Carolina Salgado e os investigadores da PJ. Arranjaram-lhe quem lhe
escrevesse um livro, quem do livro fizesse filme, e asseguraram-lhe meios de
rendimento para que ela contasse «tudo o que sabia» ou que dizia saber. Mais
tarde, com Maria José Morgado, passou a ser tratada como o tesouro mais
precioso, acompanhada, dia e noite, por seguranças a soldo dos
contribuintes, para assim se dar também a ideia de que é uma testemunha
incómoda e ameaçada. E, graças a ela, o Apito Dourado ganhou um novo fôlego
que já parecia perdido. Os processos arquivados por falta de provas ou de
consistência foram reabertos, gastaram-se mais uns milhares ou milhões de
euros em investigação e animaram-se as hostes justiçeiras.

5- Mas, de novo, verdadeiramente novo, não se apurou mais nada. Era
exactamente o mesmo, os mesmo jogos, as mesmas meninas, o mesmo cafézinho.
Apenas Carolina Salgado acrescentou dois dados novos: que Pinto da Costa
terá recorrido aos seus serviços (!?) para tentar matar (!?) Ricardo Bexiga,
vereador da oposição na Cãmara de Gondomar, e que, durante a tal cena do
cafézinho, terá passado um envelope com 500 contos em moeda antiga ao
árbitro Augusto Duarte. Tudo está pois, dependente, da credibilidade da
testemunha Carolina Salgado. A qual, salvo melhor opinião, vale zero: pelo
seu curriculum, pelas suas evidentes motivações e pelas suas contradições.

CONTINUA....
publicado por comunidade às 15:12
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1 comentário:
De Azul a 5 de Junho de 2008 às 23:31
Boa, mesmo muito bom este texto, só é pena ser muito longo, assim estes azeiteiros não o podem ler,porke é cansativo demais para o seu cérebro básico ! e vão continuando, na burrice.... dassssss

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